28 de janeiro de 2001
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_____Domingo
de céu aberto, acordei percebendo que o dia estava ideal para cumprir
uma antiga promessa; Ir para São Francisco dos Campos do Jordão,
um lugar que acampei há alguns anos atrás.
_____Subi a estrada Lorena – Itajubá,
passei pelos dois postos de guarda na estrada logo depois da cidade de Piquete
até chegar em um posto de gasolina logo depois da subida da serra,
chamado de Posto da Barreira. Ali do lado esquerdo existe um acesso que
leva à Região de São Francisco. A estrada é
de terra e termina na cidade de Campos de Jordão seguindo pelo alto
da serra da Mantiqueira. Por esse caminho se encontra o acesso para a POUSADA
DO BARÃO, antigamente muito conhecida por ser um lugar de repouso
no meio de um vale montanhoso, sempre privilegiada por uma paisagem exuberante.
_____Passei no local do acampamento antigo,
perto das ruínas do sanatório. Ali existe uma fazenda próxima
de algumas colunas que marcam a construção da antiga casa
de recuperação, demostrando a intenção de ficar
bem longe da cidade. O lugar em que acampei ainda serve de abrigo para mochileiros,
pois reparei que tinha restos de uma fogueira apagada recentemente.
_____Segui em direção a Pousada
do Barão, que estava com a porteira trancada, mas felizmente existe
um atalho seguindo a estrada mais adiante que contorna a pousada.
_____Neste momento começou a dar sinais
que uma chuva se aproximava.
_____Entramos na área da pousada pela
porteira mais adiante do caminho e não vimos ninguém, andamos
por quase todos os chalés e ninguém a vista. A pousada estava
abandonada e já mostrava sinais de deterioração pela
chuva e pelo sol, algumas janelas que se abriram, estavam deixando o vento
e a chuva estragarem as partes de madeira da construção de
luxo. Lembro que quando estive ali da ultima vez, somente entramos na pousada
porque após conversar com o vigia, ele nos disse que naquele dia
podíamos entrar porque não tinha ninguém hospedado
naquele momento. Por isso lembrei da riqueza que o lugar possuía
e observando novamente o prédio fico chateado, lembrei-me de alguns
moveis que existiam no salão. Na entrada existe ainda uma estátua
de bronze de São Francisco dos Campos, patrono dessas terras.
_____Enquanto isso a chuva se aproximava e
já dava para ver que ela não era fraca e decidi voltar.
Fui modesto em falar de chuva, era um pé d’água. A estrada
em pouco tempo se tornou um lamaçal, ficando escorregadia.
_____O carro sacudia e escorregava no barro,
acendi os faróis e fui descendo. O barro vinha parar no pára-brisa.
Bicas de água que passei na vinda, agora tinham se tornando cachoeiras
no beira da estrada, atravessei as “cortinas“ de águas
sem ver o que tinha do outro lado. A chuva parecia não acabar. Cada
quilômetro rodado era cada vez mais difícil, mas felizmente
o posto de gasolina do início apontou na vista.
_____Neste posto existia maior proteção
porque a chuva continuava forte. Fui colocar gasolina, mas não tinha
combustível, o jeito foi descer economizando até Piquete.
_____Pensando depois que tudo acabou, eu e
meus amigos não tivemos nenhum problema, devo concordar que esse
“Rally” inesperado foi um tanto perigoso, mas hoje serve para
assunto e muitas risadas.
Marcelo França
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São Francisco dos Campos do Jordão e Pousada do barão - Piquete